Blog do Nildo Paulino: Sumé e suas escolhas políticas

Comunicador, contador de histórias e observador do cotidiano.

Sumé e suas escolhas políticas

O que menos importa nesse momento pós-convenções partidárias em Sumé, é saber quem plantou a informação sobre uma possível aliança entre Neto e Quintans para a escolha do candidato a vice-prefeito de Dr. Neto, conforme vinha sendo divulgado pelos meios de comunicação da região.

As evidências apontavam para o interesse de Quintans nessa composição. E, convenhamos, uma boa parte dos políticos sumeenses, tanto da oposição quanto da situação, também tinha interesse nessa aliança, considerando o prestígio de Dr. Neto junto ao eleitorado local.

Desde quando fazia cobertura política para a Rádio Cidade, eu já testemunhava esse cenário.

Segundo informações publicadas pelos portais da região e relatos de pessoas de Sumé, Quintans demonstrava interesse na composição, que teria o vereador Vicente como vice na chapa encabeçada por Neto.

Ter um vice de confiança é o desejo de muitos candidatos a cargos majoritários. Ao mesmo tempo, também é natural que uma chapa seja formada por partidos diferentes. Na política, porém, as alianças nem sempre seguem aquilo que inicialmente parece mais provável.

Em Sumé, pelo menos naquele momento, a questão estava definida pelas convenções: Neto e Éden seriam os candidatos a prefeito e vice, respectivamente.

Foi uma vitória para Dr. Neto e uma derrota para Quintans. Pelo menos por enquanto.

Lendo os comentários publicados nos portais de notícias da região, encontrei um que me chamou atenção. O leitor classificava os acontecimentos como resultado da "inexperiência" do grupo de oposição, por ter ficado, segundo ele, dependente de Quintans para definir um candidato próprio.

O comentário me pareceu pertinente. Parte da militância oposicionista aparentemente se sentia traída e até órfã politicamente. É compreensível. Quem acompanha uma disputa eleitoral costuma querer um candidato em quem possa confiar e defender.

Mas política é feita de alianças, mudanças de posição e estratégias. Essas experiências, embora possam frustrar os mais apaixonados, também podem contribuir para o amadurecimento político do eleitor.

Por falar em Dr. Neto, quem me conhece sabe do apreço que tenho por ele. Isso, entretanto, não significa que eu defenda a ausência de contraditório na política de Sumé.

Uma oposição séria e responsável é necessária para que exista debate de ideias, propostas e projetos para o município. É assim que uma campanha deveria ser conduzida.

Quanto aos acordos políticos, não acredito que devam ser tratados como relações de lealdade pessoal. Na política, os interesses e as estratégias mudam. Quintans tem sua trajetória e seu modo de fazer política. Cada grupo também tem o seu.

Também se comentava que Dr. Neto teria entrado na política por indicação de Quintans. Não vejo necessariamente um problema nisso. Muitos políticos começaram suas trajetórias por indicação ou apoio de outras lideranças. O que determina o resultado é o que cada um faz depois.

No fim, ficam as velhas práticas se repetindo na política sumeense.

Fala-se muito em "novo". Mas, para que o novo realmente aconteça, é preciso renovar também as práticas políticas. Caso contrário, continuaremos apenas mudando os nomes e repetindo os mesmos métodos.

De minha parte, só me resta desejar boa sorte aos candidatos e aos grupos envolvidos nessa disputa.

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