Confesso que, de um modo geral, não sou muito fã dessas “datas comemorativas”. Não consigo vê-las senão pelo lado comercial da coisa. Para muitos, elas têm lá seu significado especial. Isso é que importa. Feliz Dia dos Pais, portanto.
Quanto ao meu pai, ele já se encontra no plano espiritual. Pra ser mais preciso: há 20 anos que ele se foi, aos 83 anos de idade.
As lembranças que eu trago dele, na memória, são de um homem sério, honesto e trabalhador. “Sertanejo, antes de tudo, um forte”, diria Euclides da Cunha.
José Paulino de Sousa, seu nome. Meu pai!
Um sujeito que prezava demais pelo respeito ao próximo, sobretudo aos mais velhos, e exigia dos seus filhos o mesmo comportamento. Contrariá-lo, nesse sentido, seria uma afronta.
Lembro-me, também, que ele nunca precisou me bater. Apenas o seu olhar reprovador diante de alguma atitude improvável minha ou de qualquer filho dele já era o bastante para temê-lo, obedecê-lo e respeitá-lo.
Não era de se envolver em confusão. Ele era um cara pacífico.
Mesmo sendo um analfabeto, ele sabia o valor dos estudos e sempre nos pedia que estudássemos, sobretudo os seus filhos mais novos. Alertava-nos constantemente das dificuldades que era não “ser letrado”. Era como se fosse um cego, dizia ele.
Hoje, mais do que nunca, eu o entendo perfeitamente e sou muito grato pelos seus ensinamentos e sua retidão de caráter.
Por essas e outras, nessa data em que se comemora o Dia dos Pais, elevo o meu pensamento a Deus pelo seu espírito. Que ele siga no caminho da luz, com paz eterna.
Obrigado, meu pai.
Feliz Dia dos Pais!



