Nas grandes cidades, como é o caso de São Paulo, existe a distribuição gratuita de jornais em pontos estratégicos. Um dos mais tradicionais por aqui é o Metrô News, que circula de segunda a sexta-feira nas estações de metrô.
Eu, sempre que posso, leio o jornal e gosto muito do seu conteúdo e de seu projeto gráfico.
Poderíamos classificar essa ação como uma estratégia de marketing que oferece um produto gratuitamente ao público e, nesse caso, também contribui para a divulgação e o hábito de leitura.
A propósito, gostaria de compartilhar aqui o texto "A Era da Banalização", publicado na página "Espetáculos" do Metrô News e escrito por Maurício Nunes, dramaturgo, músico, jornalista e cinéfilo.
O texto traz uma crítica bastante contundente às mudanças de comportamento provocadas pelas novas tecnologias, às relações virtuais, à mídia e à banalização de diversos aspectos da vida contemporânea.
A ERA DA BANALIZAÇÃO
A verdadeira razão da existência do artista é emocionar, entreter e nos propor ideias novas, porém nos dias de hoje esta figura está se apagando, já que vivemos na fatídica e nefasta era da banalização. Estamos sendo regidos pela tal geração Y, onde a máquina domina e a emoção se abstém. Vivemos uma era onde se colecionam amigos virtuais e se desprezam amigos reais.
Einstein com sua teoria da relatividade talvez fizesse um cálculo simples para demonstrar que quanto mais amigos nas mídias sociais, proporcionalmente há menos na vida real. As pessoas não têm mais tempo de ouvirem ou de serem ouvidas. Não se importam em conhecer alguém, mas sim em colecionar fotos e nomes numa página para se tornarem populares.
[continua o texto original de Maurício Nunes]
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