Muito bom saber, ou melhor, ler, que o nosso Cariri paraibano está adotando iniciativas importantes em sua agenda socioeconômica, com vistas ao fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional.
O Encontro dos Povos do Cariri, realizado na cidade de Taperoá naquele fim de semana, demonstra a necessidade de a região pautar e alinhar seus compromissos públicos nesse sentido.
Se a participação dos prefeitos da região no evento deixou a desejar, é lamentável. O que importa mesmo é que já é chegada a hora de uma união de forças políticas da região para envidar esforços nessa direção.
Culpar a seca como principal problema da região não convence mais. Períodos de estiagem prolongada já fazem parte da realidade do Cariri, como demonstram vários estudos. Daí a necessidade de termos governantes visionários e aptos a enfrentar os problemas socioeconômicos e planejar projetos de convivência com esse fenômeno natural.
Isso é uma obrigação dos nossos gestores públicos.
Como sabemos, no Congresso Nacional estavam em tramitação alguns projetos de lei que, se aprovados, representariam mudanças para a economia solidária. Também estava em curso a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa, com o objetivo de estimular investimentos e apoiar os pequenos empreendedores.
Como disse a então presidente Dilma Rousseff:
"Acho muito feliz chamar esses empresários de grandes empreendedores de pequenos negócios. Num país com a nossa população, com as nossas riquezas, o empresariado das pequenas constitui a base do tecido social."
Dilma ressaltou ainda que o Brasil se tornava cada vez mais um país de classe média.
"Ter micro e pequenos empreendedores é algo que orgulha o país. Não queremos diminuir a importância dos demais segmentos. Queremos é ter um novo olhar para os menores."
É com essa proposta de fortalecer e direcionar políticas públicas para o segmento, por meio de capacitação, treinamento, certificação, financiamento, entre outras ações, que o novo ministério abriria espaço para a criação de secretarias estaduais e municipais de microempresa, que atenderiam de maneira mais eficaz às necessidades do setor.
Por isso, creio ser importante que as cidades do nosso Cariri paraibano se articulem e se organizem nesse sentido, buscando recursos com essa finalidade.
Só assim proporcionaremos ao caririzeiro o direito de "ser plenamente Sertanejo e de poder sentir o mormaço da tarde, o cheiro da terra molhada ou o trafegar das nuvens que o céu do Cariri possui".
E poder fazer como diz a canção:
"Só deixo meu Cariri no último pau de arara."
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