Como todos os municípios do Cariri paraibano, região composta por 17 municípios e uma população total de 121.544 habitantes, enfrentam problemas semelhantes, como baixos índices de chuva e temperaturas elevadas, todos têm o direito de participar juntos da busca por soluções.
Parafraseando o discurso da presidente, ou presidenta, como queira, Dilma Rousseff, na ONU, lembrei aqui de São Paulo do meu "sofrido torrão", como diz o poeta.
Um lugar ao mesmo tempo resignado e vigoroso, formado por um povo forte e acolhedor, merece uma atenção conjunta por parte de seus governantes.
Não se pode pensar em desenvolvimento local apenas com ações isoladas para um determinado município, considerando a dimensão de uma região em que os problemas, os anseios e as soluções são comuns a todos que dela fazem parte.
E, em hipótese alguma, deve prevalecer o individualismo nas demandas de cada município.
Não podemos negar que muita coisa vinha mudando, naqueles anos, na mentalidade dos nossos atores políticos regionais, sobretudo após a implantação do Consórcio de Saúde do Cariri Ocidental e a chegada das universidades a Sumé e Monteiro.
Mas não era hora de recuar.
O momento pedia mais união entre as autoridades e a sociedade para que, por meio das instituições constituídas, fossem buscadas melhorias cada vez mais sólidas para uma região tão carente de recursos em diversos aspectos.
Era preciso apresentar o que já havia sido bem executado, aperfeiçoar o que pudesse ser melhorado e buscar novas alternativas conjuntas e contínuas.
Novas tecnologias, novos cursos universitários e incentivo ao empreendedorismo local poderiam contribuir para a geração de emprego e renda.
Só assim poderíamos construir uma região mais desenvolvida, integrada, próspera e sustentável.

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